sábado, 30 de agosto de 2008

Jogos Inesquecíveis: Internacional x Olimpia 1989

Desde que, em 1983, o arqui-rival tricolor conquistou o título do Mundial Interclubes, esta conquista virou ponto de honra para os colorados gaúchos. E esteve muito perto em 1989, ano em que o Inter perdeu dolorosamente o campeonato brasileiro em casa para a impressionante equipe do Bahia, de Bobô e Zé Carlos. Mas o Inter de Taffarel fazia uma bela campanha na Libertadores até cruzar com o Olímpia do Paraguai nas semi-finais. Parecia tudo resolvido depois que o Inter havia vencido os paraguaios em Assunção por 1x0 com um desmoralizante gol de bicicleta de Luiz Fernando. No jogo de volta, contudo, os guaranis encheram-se de brios e derrotaram os colorados por 3x2 em pleno Beira-rio. Na disputa de pênaltis, dois cobradores gaúchos desperdiçaram suas chances enquanto Taffarel foi incapaz de defender uma cobrança sequer. Diante do silêncio vermelho e branco, o Olímpia avançava para, de forma igualmente melancólica, perder a final do torneio para o Atlético Nacional da Colômbia.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Clássicos: Internacional x Grêmio 2008

Poucos clássicos brasileiros são tão eivados de rivalidade e mesmo inimizade quanto o dos grandes times de Porto Alegre, o Internacional e o Grêmio. Já aconteceu de tudo nos confrontos entre estes dois times: facadas em campo, guerras fora deles, goleadas homéricas (de 10x0 para o Grêmio e 7x0 para o Inter), jogos em copas internacionais e tudo o mais. Atualmente, o Internacional tem uma vantagem de 19 vitórias sobre o rival nos 371 grenais já disputados. Essa semana. se não me engano, teremos outro, outro desses sempre históricos jogos, em sua mística de ser sempre uma batalha, de cores opostas, de torcedores de origens opostas, de essências opostas, e em tudo, por isso mesmo, tão semelhantes em seus brilhos e vitórias.

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Gre-Nal - Wikipédia

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Kits: Internacional 2008

O Internacional de Porto Alegre tem um dos uniformes mais tradicionais do futebol brasileiro, rivalizando apenas com vários América, na partilha das suas cores. A camisa vermelha mais vitoriosa do futebol brasileiro já foi fabricada pela Adidas, pela Umbro, pela Topper e atualmente é feita pela Reebok - marca que pertence à Adidas. O patrocinador do clube é, hoje em dia, o Banrisul.

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Sport Club Internacional - Página Oficial

sábado, 23 de agosto de 2008

O gigante colorado

"Tinha três meses de gestação quando o destino decidiu que eu seria torcedor do Internacional. Nessa época, meus pais seguiam nômades pelo interior de São Paulo, graças a expansão do sistema de telefonia no estado - que dependia da mão de obra qualificada do meu pai e outros técnicos em telecomunicações. Comemorariam um ano de matrimônio no dia 24 de dezembro de 1976. Longe do sul do Brasil, mas na expectativa do nascimento de seu primeiro filho. Mas os primeiros fogos de artifício foram lançados já no dia 12 de dezembro daquele ano.

Naquela tarde, o Colorado recebeu o Corinthians, no Beira-Rio, em jogo único. O time de Rubens Minelli sufocou o alvinegro paulista durante praticamente todo o jogo, e foi recompensado aos 29 do primeiro tempo, quando Dadá fez o primeiro de cabeça, após cobrança de falta de Valdomiro. O mesmo Valdomiro, também de bola parada, fez o gol do título, aos 12 do segundo tempo. Um lance polêmico: José Roberto Wright titubeou antes de validar o placar, o que provocou a revolta dos corintianos. Já era tarde: o Inter de Figueroa, Falcão e cia. era bicampeão brasileiro.
Meu pai devia ser o único colorado naquelas bandas. Pior: devia ser o único que desconhecia o fanatismo da torcida corintiana. Natural para quem passou mais de vinte anos entre a zona rural e uma pequena, mas próspera, cidade do interior gaúcho. Naquela noite, sua paixão pelas coisas de sua terra falou mais alto: pegou minha mãe grávida e uma bandeira do Inter, e saiu com sua Brasília branca buzinando pelas ruas aos gritos de “é campeão”. Guarde todos os seus julgamentos de valor para você. Saiba apenas que, boa parte deles, já foram ditos em casa nesses últimos anos. Partimos para o desfecho: ao passar por um barzinho vagabundo, os corintianos não perdoaram: atiraram garrafas, copos, pedras, cadeiras…

Meu pai teve alguns ferimentos leves, e por alguma obra divina, minha mãe escapou ilesa. Um mínimo detalhe poderia simplesmente representar a ausência destas linhas aqui.
Traduzindo: por pouco, os corintianos não tiram a minha vida. E por essa razão, já sabia desde criança pra qual time jamais iria torcer na vida. Ao mesmo tempo, mesmo à distância, fui alimentando minha admiração pelo Colorado. Sentimento que, pelo menos nessa reta final de Brasileirão, congrega palmeirenses, são-paulinos… Enfim, todos aqueles que também querem ver a desgraça do Corinthians - nunca esse time teve tanta torcida. E independente da posição em que terminar o Campeonato, eu só tenho a agradecer. Fazia tempo que não sorria tanto graças ao meu time do coração. Obrigado, Inter!" (André Rosa de Oliveira, o Marmota).

Há mais o que dizer depois de uma história como essa? Mesmo sendo um gremista contumaz, não há como ficar imune à tradição de um time onde jogaram gênios como Falcão, Figueroa e o goleiro Manga e que tem torcedores apaixonados como o cumpade Marmota, o Milton Ribeiro e a Ane Aguirre. O Sport Clube Internacional de Porto Alegre é um grande clube que, mesmo quando não tem grandes times, tem coração e garra necessários para para conquistar grandes títulos, como por exemplo, o Mundial Interclubes.

No dia 17 de dezembro de 2006, tudo que o Internacional não podia se considerar, quando pisou o gramado do International Stadium na cidade japonesa de Yokohama, era favorito. Do outro lado da cancha estava o fabuloso Barcelona, base da seleção espanhola, time de super craques como o mexicano Ráfa Marquez, o italiano Zambrotta, o holandês Van Bronckhosrt e o gaúcho - e ex-gremista - Ronaldinho. Pelo lado do Inter, que jogava todo de branco, o questionável Clemer, o inconstante Pato, o temperamental Fernandão. Só que contra as expectativas, o colorado segurou o Barça no peito e na raça e aos 36 min do segundo tempo, com um passe do incansável Iarley e a finalização do iluminado Adriano Gabiru - reserva que acabara de entrar em campo - o Inter pôs a mão no titulo. Pouco mais de dez minutos depois, o mundo se vestia de vermelho.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Clássicos: Inglaterra x França 1982

Eu diria, acerca deste jogo, que qualquer disputa entre Inglaterra e França é um clássico desde a guerra dos 100 anos (piada fraca detected). Gauleses e Anglo-saxões já se enfrentaram duas vezes em copas do mundo e nas duas, em 1966 e em 1982, a Inglaterra levou vantagem. No caso específico desta partida, realizada na primeira fase da copa da Espanha, em 16/06/1982, na cidade basca de Bilbao, a seleção britânica, que tinha como maior estrela o meio campista Paul Mariner, venceu um dos mais brilhantes times franceses da história, a França de Giresse, Tigana, Six, Rocheteau e principalmente de Michel Platini. Os franceses perderam de 3x1 em sua estréia naquela copa, mas se recuperariam para disputar uma semi-final absolutamente antológica contra a Alemanha e ser derrotados depois, na disputa do terceiro lugar para a Polônia.

Inglaterra x França 1982 - Cartela de escudinhos (PDF)
Inglaterra x França 1982 - Cartela de escudinhos (PNG)

PS. O Rodrigo Barreira me deu uma dica preciosa de onde arrumar as fichas técnicas de jogos, os sites Arquivo dos Mundiais e Bola na Área. De agora em diante, as numerações, com certeza, estarão mais fiéis aos jogos.

Atendendo a pedidos (1)

Resolvi sair um pouco da minha programação e atender ao primeiro pedido do pessoal da comunidade do Orkut. O Mário me pediu para criar um escudo e um uniforme para um time fictício e me deu algumas orientações. Saiu assim:


Náufragos e Degredados Kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Náufragos e Degredados Kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

Espero que gostem.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Kits: Saint Étienne 2008

Há uns vinte e tantos anos - não lembro ao certo em que ano foi, mas foi entre 82 e 86 - eu vi, pela primeira vez, um jogo de botões de acrílico com o formato e o padrão que eu passaria a usar em todos os meus desenhos desde então - e foram anos e anos, primeiro em papel cartão com hidrocor, depois com moldes de plástico de radiografias até chegar aos programas vetoriais, como o Corel Draw que uso atualmente. Esse jogo de botões era importado da França e trazia a equipe da Association Sportive de Saint-Etienne Loire, que afinal, eu acabei adotando como meu time na terra de Napoleão, Victor Hugo e Isabelle Adjani. Pior é que mal sabia eu que aquele time verde e branco que eu tinha na conta de uma obscura equipe do interior - algo como um União São João de Araras - era simplesmente o maior campeão da história do campeonato nacional francês, enfileirando 10 títulos. Eis aí, então, o kit Adidas com as belas composições ton-sur-ton do mais vitorioso clube esmeraldino da França, com uma menção especial aos uniformes incrivelmente exóticos do legendário goleiro Jérémie Janot, uma daquelas figuraças que só o futebol consegue produzir.

Saint Étienne kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Saint Étienne kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)
Saint Étienne - Site Oficial

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Jogos inesquecíveis: Hungria x El Salvador 1982

Copas do Mundo sempre rendem jogos inesquecíveis, mesmo nas fases iniciais e mesmo com equipes obscuras ou decadentes. Foi o caso da incrível partida entre Hungria e El Salvador na copa de 1982, na Espanha. A Hungria, que nem de longe lembrava os times vice-campeões mundiais em duas ocasiões, enfiou inacreditáveis 10 gols na fragílima seleção salvadorenha, que disputava sua segunda copa - a primeira havia sido em 1970 -, e escreveu assim a maior goleada da história da competição: 10 x 1. Mas foi um fogo de palha. A Hungria acabou perdendo de 4 x 1 para a Argentina e empatando com a Bélgica em 1 x 1, ficando assim fora das fases seguintes. A Hungria disputaria ainda o torneio em 1986 no México, sendo eliminada novamente na primeira fase. E desde então, não compareceu a mais nenhuma copa.

Hungria x El Salvador 1982 - Cartela de escudinhos (PDF)
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Hungria x El Salvador 1982 - Youtube

sábado, 16 de agosto de 2008

Jogos inesquecíveis: Guarani x São Paulo 1986

"Final do Campeonato Brasileiro de 1986, no Brinco de Ouro. Foi a decisão mais emocionante da história do torneio, com os dois times buscando o gol desde o início da partida. Havia também um componente especial na disputa: Evair (Guarani) e Careca (São Paulo) lutavam pela artilharia e entraram em campo com 24 gols cada. O Guarani saiu na frente logo no primeiro minuto de jogo, com gol contra do lateral Nelsinho. Cinco minutos depois, o volante Bernardo, de cabeça, empata para o tricolor. A partida termina no 1 a 1 durante o tempo normal. A prorrogação marcou os 30 minutos mais vibrantes daquele ano: logo de saída, Pita virou para o São Paulo. E, na seqüência, Boiadeiro empatou para o Guarani. Faltando cinco minutos para terminar o segundo tempo da prorrogação, João Paulo, maior ponta-esquerda da história bugrina, arrancou pela esquerda, deixou para trás a zaga são-paulina e tocou na saída do goleiro Gilmar. O Guarani fazia 3x2 e a torcida já comemorava o bi-campeonato com fogos e lágrimas, quando, no último segundo, com o árbitro Romualdo Arppi Filho já consultando o relógio, Careca, o mesmo ex-bugrino que deu ao time campineiro seu primeiro título, acertou um chute de muito longe e a bola entrou no ângulo do atônito goleiro Sérgio Néry. Silêncio no Brinco e a partida vai para os pênaltis. Com a moral abalada pelo gol sofrido no último instante da prorrogação, o Guarani errou duas cobranças (Boiadeiro e João Paulo) contra uma do São Paulo (Careca) e perdeu por 4x3 a taça daquele ano."

Eis aí mais um belo texto do Bruno Ribeiro que, como todo torcedor do Guarani, certamente gostaria de ver esse jogo reescrito com outro final.

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Guarani x São Paulo 1986 - Youtube

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Clássicos: Guarani x Ponte Preta 2008

A vastidão do futebol brasileiro é tanta que por aqui podemos nos dar ao luxo de termos grandes clássicos nacionais, regionais, estaduais e até... municipais! É o caso do clássico que reune o Guarani e seu maior rival nos certames campineiros, nada mais, nada menos que o primeiro clube de futebol criado no país, a Associação Atlética Ponte Preta, tradicional - ainda que pouco vitoriosa - agremiação. Guarani e Ponte Preta protagonizam possivelmente o mais antigo e importante clássico municipal do país - o chamado Derby Campineiro - que assim como em Campinas, acontecem em muitas outras cidades, principalmente pelo interior do Brasil, como Santos x Portuguesa Santista, Comercial e Botafogo de Ribeirão Preto - o popular Come-Fogo -, Juventude x Caxias, no Rio Grande do Sul ou mesmo o prosaico Guarani de Juazeiro x Icasa, clássico da cidade de Juazeiro do Norte-CE.

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Guarani x Ponte Preta 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)
Derby Campineiro - Wikipédia

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Kits: Guarani 2008

O Guarani de Campinas, em seus áureos tempos, no final da década de 70 e início dos anos 80, vestia belos uniformes da Adidas, como inclusive fazia a própria seleção brasileira em 1978, ano da conquista do título nacional pelo bugre, e como muitos outros times brasileiros. Com o passar dos anos, a equipe campineira acabou mudando várias vezes de fornecedores de equipamentos. Hoje, o Guarani veste uniformes da Champs, com o patrocínio da farmacêutica EMS (entre outros).

Guarani kit 2008 - Cartela de Escudinhos (PDF)
Guarani kit 2008 - Cartela de Escudinhos (PNG)

(updated in 21/04/09)

domingo, 10 de agosto de 2008

Avante, meu Bugre!

(...) Avante, avante meu Bugre!Mas o amor fomenta esperanças nos terrenos mais estéreis. Diante disso, abstraio as perspectivas sombrias, as piadas de outros torcedores, as decepções dos últimos campeonatos. É como diz o nosso hino: "Avante, avante meu Bugre/ Que nós vibramos por ti/ Na vitória ou na derrota/ Hoje e sempre Guarani". Tenho a plena consciência de que meu time de coração não possui a mesma estrutura, muito menos o orçamento ou a quantidade de títulos arrematados por outras "grandes" agremiações. Ainda assim, sou capaz de vislumbrar na escassez de títulos um lado positivo: ao contrário de outros torcedores mal-acostumados, vibro intensamente com cada vitória conquistada, cada gol feito, cada avanço na tabela do campeonato.

Meu Bugrão permanece sendo o único clube do interior que foi campeão brasileiro (1978), além de ter conquistado a Taça de Prata (1981), a Taça dos Invictos (1970), a Taça São Paulo de Júniores (1994) e o bicampeonato da Copa Toyota de Futebol Juvenil no Japão (2001/2002). Também bateu recordes que perduram até hoje, como a de melhor ataque em campeonatos brasileiros (em 1982 o ataque formado por Lúcio, Jorge Mendonça, Ernani Banana e Careca fez 63 gols em 20 jogos - média de 3,15 gols por partida) e vitórias consecutivas (doze, em 1978). Pena que toda essa tradição de nada adianta no momento presente. A vida é assim mesmo: promessas de amor não valem nada, e se dissipam, voláteis, no etéreo território das ilusões.


Afirmou Sergio Fonseca: "amor que não dói não é amor". Viver é assimilar os socos desferidos na alma e prosseguir combatendo nas batalhas do dia-a-dia. E o amor é como uma lente de aumento que amplifica cada mínimo detalhe do cotidiano. Assim é a minha paixão pelo Guarani: uma profissão de sangue, coisa para poucos e privilegiados iluminados, cujos corações foram tocados por algo maior e inexplicável. Porque o amor desnorteia, e faz com que a lógica cartesiana dance rumba e saia de fininho.
Haja o que houver, eu sempre afirmarei que sou feliz, e muito, por possuir o privilégio de torcer para o Bugrão. Com muito orgulho. Com muito amor". (Alexandre Inagaki)

Não há muito o que acrescentar a tal declaração de amor, ainda mais a um time que hoje padece no purgatório das divisões de acesso brasileiras. Mas as poucas e grandes glórias do bugre campineiro merecem ser lembradas. Afinal, houve poucos que, naquele distante 1978, há exatos 30 anos, não se encantaram com a conquista do Guarani Futebol Clube de Zenon e Careca sobre o Palmeiras. E é este jogo que apresentamos hoje. O texto é de outro torcedor do Guarani, o Bruno Ribeiro.

"Guarani 1x0 Palmeiras: Final do Campeonato Brasileiro de 1978, disputada no Brinco de Ouro, em Campinas. Pela primeira vez um time do interior chegava à uma final. E pela primeira vez se sagrava campeã. O gol foi anotado pelo jovem Careca - que depois se tornaria um dos maiores atacantes da Seleção Brasileira - na metade do segundo tempo. O título consagrou aquele que fez a melhor campanha do campeonato."

Guarani x Palmeiras (1978) - Plantão do Bugre

Guarani x Palmeiras 1978 1° jogo - Cartela de escudinhos (PDF)
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Guarani x Palmeiras 1978 2° jogo - Cartela de escudinhos (PDF)
Guarani x Palmeiras 1978 2° jogo - Cartela de escudinhos (PNG)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Kits: Palmeiras 2008/09



Primeira encomenda recebida pelo blog, atendendo a pedidos na comunidade de Futebol de Botão do Orkut, eis aí o atual kit do Palmeiras, fabricado pela Adidas e atualmente patrocinado pela CASE/FIAT. A semana de homenagem ao Palmeiras, com jogos inesquecíveis e clássicos está marcada para 15 de dezembro deste ano. Este kit fica de teaser.

Também a pedidos, vou disponibilizar o kit em formato PNG tb. Apenas como curiosidade, eu escolhi o PDF para publicar os times porque esse formato preserva até os menores detalhes na visualização, além das cores. O PNG preserva as cores mas não os menores detalhes. E o JPG, nem as cores. Fica aí a explicação da escolha dos formatos.

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Kit Palmeiras 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
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Clássicos: River Plate x Boca Juniors 2008

Maior clássico argentino, River Plate x Boca Juniors - ou gallinas vs bosteros, como diriam nossos hermanos mais apaixonados - possuem uma história de mais de trezentas partidas disputadas, com leve vantagem em vitórias para o clube da Bombonera. Em títulos nacionais, o River vence o Boca, com 30 conquistas contra 22 do rivel. Já em títulos internacionais, o Boca leva grande vantagem sobre o arqui-rival, tendo conquistado três mundiais interclubes e seis libertadores, contra um título mundial e dois sul-americanos do River. Grandes máquinas de jogar futebol, por eles passaram alguns dos melhores jogadores de todos os tempos, como Alfredo Di Stéfano (River) e Diego Maradona (Boca).

River Plate x Boca Jrs 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
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River x Boca - Wikipédia

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Kits: Íbis Sport Club 2008

Ah, os folclores do futebol. Tristes dos que acham que as histórias do violento esporte bretão são de propriedade apenas das grandes máquinas de fazer gols e ganhar títulos. Nada disso. A história guarda lugar para times pobres, desonrados, infelizes e não por isso menos legendários. Eis aqui aquele que possui o epíteto de "Pior Time do Mundo" - reconhecido inclusive pelo Guiness Book - escrito inclusive em seus uniformes oficiais: o Íbis Sport Club, de Olinda, Pernambuco. Atualmente na segunda divisão do estadual pernambucano, o time é lembrado Brasil afora por suas atuações melancólicas e personagens folclóricos, como Mauro Shampoo - jogador, cabelereiro e homem - que foi um dos maiores desartilheiros do time, além de abnegado torcedor e servidor da equipe. Simpático como vice-campeã de concurso de miss de periferia, o Íbis é o único time rubro-negro por qual eu guardo uma certa afeição.

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Íbis Sport Club - Wikipédia
Íbis Sport Club - Arquivo de Clubes

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Jogos Inesquecíveis: Brasil x Suécia 1958

"O 29 de junho de 1958 é o único, verdadeiro e incontestável 07 de setembro que conheceu esta terra.(...)" Assim o professor Idelber Avellar inicia um excelente post sobre a primeira grande glória do futebol brasileiro nos campos desse planetinha redondo: a conquista, há 50 anos, da Copa do Mundo de 1958, em uma maiúscula vitória de 5x2 sobre a dona da casa. Como diz o texto do Idelber, este jogo é marcado por diversas histórias e fatos marcantes, como, por exemplo, o de ter sido a primeira vitória numa copa realizada na Europa, de uma seleção sul-americana. A final também obrigou o Brasil a utilizar, pela primeira vez, um uniforme reserva de cor azul, comprado às pressas. Ele deu sorte, apesar de, a partir da copa de 74 e da fatídica partida contra a Holanda, ter ganho a pecha de azarado. Bobagem. Em 1994 e 2002 o Brasil obteria vitórias históricas com o uniforme azul. Nenhuma, contudo, como a daquele verão escandinavo, no estádio Raasunda, em Estocolmo.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Jogos Inesquecíveis: Atlético-MG x São Paulo 1977

Grandes e dramáticas derrotas fazem parte da história de todo grande time e da vida de seus torcedores, como comprova o Idelber neste belo texto sobre a final do brasileiro de 1977 entre o Atlético e o São Paulo, vencida pelo tricolor paulista.

"Só a tragédia de 1950 se compara ao silêncio sepulcral que envolveu o Mineirão em 05 de março de 1978, quando a grande equipe atleticana de Cerezo, Reinaldo, Paulo Isidoro, João Leite e Marcelo perdeu nos pênaltis o título que todos já consideravam seu, incluindo-se, às vezes parece, os próprios adversários são-paulinos. O time do Atlético jogou sem Reinaldo, suspenso num julgamento criminosa e maliciosamente marcado para a última semana do campeonato; foi empurrado pela torcida, mostrou-se muito superior ao São Paulo (como havia feito durante todo o campeonato em que acumulou 17 vitórias, 4 empates e nenhuma derrota), encurralou o adversário durante 120 minutos, mas o gol não saiu. O título foi perdido nos pênaltis, mesmo depois de duas grandes defesas de João Leite em cobranças são-paulinas. Ângelo, um dos craques do jovem time atleticano, deixou a partida quebrado por Neca e pisoteado por Chicão. Nunca mais seria o mesmo. O Galo, base da seleção brasileira de Osvaldo Brandão do ano anterior, saiu de campo vice-campeão invicto, 10 pontos à frente do campeão, com os 11 jogadores abraçados. A Massa recebia aí sua grande tarefa dos próximos anos: realizar o luto pelo enorme trauma. Começou a tarefa no domingo seguinte às 10 da manhã, levando legiões de bandeiras para uma amarga partida contra o Bahia no Mineirão. Nenhuma outra derrota de um favorito no Brasileirão se revestiria de tanta mística apaixonada. A partir daí a Massa acumularia 10 títulos mineiros em 12 anos. Veria o Galo vencer uma legião de torneios europeus (Paris, Amsterdã, Vigo, Bilbao, Ramón de Carranza) e realizar uma seqüência de campanhas sensacionais no Brasileirão, interrompidas na final ou semifinal em jogos fatídicos."

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