sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Clássicos: Celtic x Glasgow Rangers 2008

O maior clássico do futebol mundial, em tradição e importância cultural não se encontra nos grandes centros do esporte, como Itália, Espanha, Inglaterra ou Brasil, mas na fria Escócia e em especial, na sombria Glasgow, centro industrial do país. É lá a terra de dois times que, mais que qualquer outros no planeta, evocam uma rivalidade que transcende qualquer esfera esportiva: o Celtic e o Rangers. O fato é que, antes de times de futebol, ambos são clubes de colônias, colônias essas que vivem há séculos em beligerância. O Celtic Football Club, fundado em 1887, é o time dos irlandeses pobres, católicos e separatistas. O Rangers Football Club, criado 15 anos antes, é o time dos escoceses ricos, protestantes e unionistas. E qualquer um sabe que essas duas vertentes populacionais só se comparam no ódio que sentem uns pelos outros. Esse conjunto de diferenças étnicas, religiosas, sociais e políticas, mais que qualquer outro lugar do mundo, é levado para dentro de campo, desenhando assim as cores do mais acirrado derby disputado na face da Terra. Os números do clássico favorecem o Rangers: desde 1888 são 376 jogos, 149 vencidos pelos azuis contra 135 vitórias dos verdes, além de 92 empates. O Rangers também tem mais títulos escoceses e uma torcida um pouco. O Celtic, entretanto, tem o título da Liga dos Campeões de 1967, tendo sido o primeiro clube do norte da europa a conquistá-la.

Celtic x Rangers 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Celtic x Rangers 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

Nota: Este foi o centésimo post do Escudinhos. E posso garantir que ainda tem muito mais. Obrigado aos leitores pela companhia.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Atendendo a pedidos (15)

Hoje, o pedido atendido é do camarada Rodrigo Barreira, um dos primeiros leitores do Escudinhos. E pela primeira vez, desenho um time com quatro uniformes: o Fenerbahçe de Istambul, time mais vitorioso e de maior torcida do futebol turco, time que foi dirigido recentemente pelo ex-jogador Zico e onde jogam hoje os brasileiros Alex, Roberto Carlos, Deivid e Edu Dracena. Os atuais uniformes Adidas deste time apresentam a inscrição alusiva ao centenário do clube, ocorrido no ano passado.








Fenerbahçe kit 1 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Fenerbahçe kit 1 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)








Fenerbahçe kit 2 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Fenerbahçe kit 2 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Kits: Atlético-GO 2008, Campinense 2008 e Duque de Caxias 2008

O post de kits dessa semana é uma homenagem aos times que terminaram nas primeiras colocações na Série C do Campeonato Brasileiro: o campeão, Atlético Goianiense, o Campinense da Paraíba, o Duque de Caxias, tricolor da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro e o Guarani de Campinas, que já foi postado esse ano. Meu único lamento foi a não subida do Brasil de Pelotas, o valoroso xavante. Apesar de eu não normalmente não simpatizar com nenhum clube rubro-negro, eu estava torcendo pela subida do time gaúcho. Fica para a próxima.








Atlético-GO kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Atlético-GO kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)








Campinense kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Campinense kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)








Duque de Caxias kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Duque de Caxias kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Atendendo a pedidos (14)

Começando os pedidos desta semana, três seleções propostas pelo Márcio: Argentina e Polônia da copa da Alemanha em 1974 e a Costa Rica da copa da Itália em 1990. O kit argentino é fiel ao uniforme usado naquela copa, ou seja, sem escudo. A Polônia é o histórico esquadrão que conquistou o terceiro lugar na Alemanha, com Tomaszewski, Zmuda e Lato. Já a Costa Rica apresenta o exótico uniforme em preto e branco com que enfrentou o Brasil em Turim, na primeira fase daquele torneio e que, segundo consta, foi criado como uma homenagem à Juventus, time daquela cidade.









Argentina kit 1974 - Cartela de escudinhos (PDF)
Argentina kit 1974 - Cartela de escudinhos (PNG)








Polônia kit 1974 - Cartela de escudinhos (PDF)
Polônia kit 1974 - Cartela de escudinhos (PNG)








Costa Rica kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
Costa Rica kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Jogos Inesquecíveis: Grêmio x Peñarol 1983

A primeira Taça Libertadores da história do Grêmio foi conquistada na gelada noite de 28 de julho de 1983. Em campo, o tricolor gaúcho recebia o Peñarol do Uruguai. A primeira partida, em Montevidéu, terminara empatada em 1 a 1. E nenhum dos gremistas, incluindo aí o capitão Hugo De León, legendário zagueiro uruguaio que jogava pelo time brasileiro, estava disposto a deixar a taça ir embora de Porto Alegre. Ao 10 do primeiro tempo, Caio marcou para os gaúchos. O uruguaio Morena empatou aos 25 do segundo tempo. Foi então que aos 31, o insinuante ponta-direita Renato Portaluppi arrancou, livrou-se da marcação e da linha de fundo, cruzou com categoria para que o centroavante César fizesse o gol do título. Setenta mil gremistas que estavam no Olímpico foram à loucura. Mas o que parecia apenas um belo jogo, teve também seu lado duro. O Grêmio fez naquela noite um dos seus jogos mais violentos. Uma verdadeira carnificina, bem ao estilo do ríspido capitão De León, que levantou a taça com o rosto sangrando - assim como também o atacante Tita. Mas isso era, no momento, apenas a prova de força, raça e valentia dos tricolores.

Grêmio x Peñarol 1983 - Cartela de escudinhos (PDF)
Grêmio x Peñarol 1983 - Cartela de escudinhos (PNG)
Grêmio x Peñarol 1983 - Youtube

Nota: Na época desta partida era comum que os times uruguaios e argentinos jogassem com camisas sem escudos. Este botão representa fielmente o Peñarol do dia do jogo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Jogos Inesquecíveis: Botafogo x Juventude 1999

Como eu já falei aqui anteriormente, todo grande time carioca - incluindo aí os outrora grandes América e Bangu, sem falar na Seleção Brasileira - já viveram um maracanazo em suas histórias, ou seja, uma grande derrota dentro das quatro linhas do maior do mundo. A do Botafogo aconteceu no dia 27 de junho de 1999, numa partida em que o alvinegro não perdeu em campo, mas perdeu o título. O jogo, assistido por uma das maiores aglomerações de botafoguenses já colocada num estádio era a decisão da Copa do Brasil daquele ano. O Juventude, de Caxias do Sul, time com muito menos tradição, havia vencido o primeiro jogo em casa, por 2x1. O Botafogo precisava apenas de uma vitória simples. E durante os 90 minutos do jogo, buscou-a, enquanto o alvi-verde se defendeu. O esforço, contudo, foi em vão. A partida terminou num empate sem gols e a enorme torcida viu os gaúchos comemorarem seu único título nacional enquanto os jogadores alvinegros choravam em campo.

Botafogo x Juventude 1999 - Cartela de escudinhos (PDF)
Botafogo x Juventude 1999 - Cartela de escudinhos (PNG)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Kits: Botafogo 1995








Uma das raras concessões que eu faço a patrocinadores nos meus botões é a do kit Finta do Botafogo campeão brasileiro de 1995. Porque este uniforme em especial não é reconhecido sem esse patrocínio. A Finta e a SevenUp deram sorte ao fogão naquele campeonato, decidido contra o Santos num polêmico jogo no Pacaembu. A Finta ficou de 1995 a 1997 no alvinegro e voltaria para mais dois anos, em 2002 e 2003 com outra camisa histórica, a que trazia o patrocínio do próprio Botafogo, com a marca "Botafogo no Coração".

Botafogo kit 1995 - Cartela de escudinhos (PDF)
Botafogo kit 1995 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Clássicos: Botafogo x Santos 1963

Botafogo e Santos foram, sem pensar muito, os dois maiores times brasileiros da década de 60. A rivalidade entre eles é medida jogo a jogo, com uma pequena vantagem dos santistas em vitórias e um empate - isso mesmo - em decisões. Foram cinco ao total, sendo que uma delas, o torneio Rio-São Paulo de 1964, acabou sendo dividido entre os dois. A maior decisão entre os dois times, contudo, ocorrera no ano anterior, em 1963, valendo a disputa da Taça de Prata de 1962, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, como era conhecido o campeonato brasileiro antes de 1971. O Santos acabou vencendo o campeonato, mas no dia 31 de março de 1963, o Botafogo venceria a segunda partida da série por 3x1. Seria apenas uma partida normal, se não estivessem em campo os melhores jogadores brasileiros de todos os tempos. Pelo Santos, o goleiro Gilmar dos Santos Neves e ainda Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pepe e o rei Pelé. O Botafogo entrou em campo trazendo o não menos mitológico goleiro Manga, Nilton Santos, Quarentinha, Amarildo, Zagallo e Mané Garrincha, a alegria do povo. Um jogo onde os maiores deuses da bola se encontraram no seu maior templo, o Maracanã. E deu Botafogo.

Botafogo x Santos 1963 - Cartela de escudinhos (PDF)
Botafogo x Santos 1963 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Kits: Botafogo 2008








Vários fornecedores já vestiram o alvinegro de General Severiano, entre eles a Adidas, a Rhummell, Finta, Penalty, Topper e Umbro. Desde 2004 é a Kappa quem desenha e fornece o material esportivo do Botafogo, na mais longa seqüência de parceria do time com um fornecedor. O patrocínador atual do clube é a Liquigás. No mínimo, significativo.

Botafogo Kappa 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Botafogo Kappa 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O glorioso.

Muitos times no Brasil tem alcunhas, apelidos, epítetos e denominações heróicas e nobres. Mas apenas um time é chamado de "glorioso". E não só pelas palavras do seu hino, um daqueles magníficos hinos cariocas compostos por Lamartine Babo, mas também pela mística e história que carrega, ainda que, paradoxalmente, menos gloriosa que seus congêneres. Afinal, o Botafogo de Futebol e Regatas, mais conhecido alvinegro do Rio de Janeiro, nunca teve a pompa e o glamour do Fluminense, nem a avassaladora torcida e os títulos do Flamengo, nem mesmo a história de lutas e conquistas sociais e raciais do Vasco da Gama. O Botafogo, contudo, tem uma mística que acompanha poucos clubes no país. Seus torcedores são como fiéis religiosos: tensos, supersticiosos, ingrédulos, pessimistas e sobretudo, apaixonados pelo clube como se fosse parte da família. A história do clube é marcada, desde sempre, pela superação, pelas voltas por cima, pela eterna sombra do "quase" que tornou cada conquista e cada título um momento mágico. Pelo Botafogo passaram jogadores lendários, mas nunca as lendas que sustentavam o time, como Pelé ou Zico, mas ídolos pagãos, absurdos, tão geniosos quanto geniais. O Botafogo é o time de loucos magníficos como Heleno de Freitas, Garrincha, Manga e Amarildo, de iluminados quase sobrenaturais como Gérson e Nilton Santos, de artilheiros irreverentes como Túlio e Dodô. Essa miscelânea quase irreal, mistura de tragédia, sonho, ilusão e glórias é o espírito do Botafogo.

Haveria de ser um dia mágico e foi. E toda a superstição dos botafoguenses se traduziu nos números e nas coincidências. Dia 21 de junho de 89, Maracanã, 21º de temperatura (segundo marcava o placar eletrônico), 21 anos sem título. O gol veio aos 12 (21 ao contrário) minutos do segundo tempo, marcado de cabeça por Maurício (camisa 7 - o número de Garrincha), após o cruzamento de Mazolinha. Nesse dia, encerrava-se a fase mais sombria da história do clube da estrela solitária. Não houve no Rio de Janeiro quem não se comovesse com a festa e, com exceção dos irredutíveis rubro-negros (de Zico, Bebeto, Jorginho, Aldair, Leonardo e Zinho) derrotados na final, não houve quem na cidade que não tivesse torcido pelo Botafogo de Maurício, Gottardo, Mauro Galvão e Paulinho Criciúma, campeão invicto de 1989.

Botafogo x Flamengo 1989 - Cartela de escudinhos (PDF)
Botafogo x Flamengo 1989 - Cartela de escudinhos (PNG)
Botafogo x Flamengo 1989 - Youtube

Aviso aos navegantes

Caros amigos, como alguns já puderam perceber, eu tive um probleminha com os PDFs postados desde o início do blog (14/07) até o post de 17/10. Não sei o que houve e lamento o inconveniente. Estou, desde então, repostando esses PDFs nos próprios posts, do início para cá, e colocando PNGs onde não havia. Farei essa repostagem aos poucos, para não precisar parar as postagens atuais. Agradeço a compreensão e a paciência. Valeu.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Kits: Chile 1990, Uruguai 1995 e Paraguai 2008

Encerrando essa semana cheia de kits, três seleções sulamericanas em diversos anos. O Chile de 1990 com tradicional uniforme Adidas, idêntico ao utilizado naquela inesquecível partida das eliminatórias para a Copa da Itália, quando o goleiro Rojas simulou ter sido atingido por um rojão jogado por uma moça - Rosenery - que viria a ser conhecida como "a fogueteira". Descoberta a farsa, o Chile acabou eliminado da copa e Rojas, banido do futebol. Depois, a pedido do Leonardo, a seleção do Uruguai com uniforme NR de 1995. Por fim, o belo uniforme Adidas da bela seleção do Paraguai que vai liderando as eliminatórias para a copa de 2010.








Chile kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
Chile kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)









Uruguai kit 1995 - Cartela de escudinhos (PDF)
Uruguai kit 1995 - Cartela de escudinhos (PNG)









Paraguai kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Paraguai kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)
(atualizado em 24/05/2009)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Atendendo a pedidos (13)

Mais três pedidos do Márcio, apaixonado pelas seleções da copa de 1978 na Argentina. Eu já publiquei no blog quatro equipes que jogaram com o Brasil naquela copa: Argentina, Suécia, Peru e Polônia. Agora, as outras três seleções que também enfrentaram a equipe campeã moral da competição: Áustria, Espanha e Itália.








Áustria kit 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Áustria kit 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)









Espanha kit 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Espanha kit 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)









Itália kit 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Itália kit 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Kits: Nápoli 1989 e 1990 e Palermo 2008

Três times italianos, para a alegria do Mário. Primeiro, dois kits do legendário Napoli do final da década de 80, campeão italiano e europeu que contava entre outros grandes jogadores, com a dupla Maradona e Careca em seu ataque. O time de 1990, em especial, marca o último grande ano de Dieguito como jogador. Após a copa de 90, quando a Argentina eliminou a Itália nas semi-finais, Maradona passou de herói a vilão para os torcedores napolitanos, a quarta maior torcida de país que tem times como o Milan, a Juventus e a Internazionale. Nesse ano mesmo, o gênio argentino passou a ter problemas com drogas e ele e o Napoli entraram em decadência. Continuando no sul da península, o atual kit Lotto do Palermo, a simpática equipe rosanero, cuja camisa se tornou uma das preferidas entre os colecionadores brasileiros no último ano.



Napoli kit 1989 - Cartela de escudinhos (PDF)
Napoli kit 1989 - Cartela de escudinhos (PNG)




Napoli kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
Napoli kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)




Palermo kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Palermo kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Atendendo a pedidos (12)

Este pedido foi feito pelo Márcio, mas acredito que vá agradar a vários leitores e botonistas. Afinal, já percebi que os kits clássicos da Adidas fazem bastante sucesso por aqui. Então vamos a três: o raro Atlético-MG de 1985, o Grêmio campeão da Libertadores de 1993 e o Vasco da Gama em um kit especial de 1995. Especial porque o time cruzmaltino nunca jogou com tal uniforme - com a faixa diagonal nas costas da camisa e o patrocínio da Coca-Cola sem o box vermelho. Mas esse fica como curiosidade, para os que gostam dos times com patrocínio.








Atlético-MG Adidas 1985 - Cartela de escudinhos (PDF)
Atlético-MG Adidas 1985 - Cartela de escudinhos (PNG)








Grêmio Adidas 1983 - Cartela de escudinhos (PDF)
Grêmio Adidas 1983 - Cartela de escudinhos (PNG)








Vasco da Gama Adidas 1985 - Cartela de escudinhos (PDF)
Vasco da Gama Adidas 1985 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Jogos Inesquecíveis: Brasil x Nova Zelândia 1982

Depois dos fracassos em 1974 e 1978, a seleção brasileira demorou a reconquistar a confiança de sua torcida. Foram longos anos de boas e más atuações, até a copa de 1982, na Espanha. E mesmo nos primeiros jogos, o Brasil ainda causava desconfiança. O duríssimo jogo contra a União Soviética em Sevilha não serviu para que a torcida se empolgasse com a seleção de Telê Santana, considerada defensiva e pouco ousada - quem não lembra do personagem de Jô Soares que dizia "- bota ponta, Telê!?". O fato é que o time de 82, não obstante alguns jogadores questionáveis como Serginho Chulapa, Paulo Isidoro e Valdir Peres, tinha um meio campo mágico, com Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Júnior. E foi esse timaço que, em apenas três jogos, contra a Escócia, Nova Zelândia e Argentina, fez o país inteiro se encantar. O jogo contra os neozelandezes, vencido por 4x0 no dia 23 de junho, marcou o momento em que o time se tornou o favorito do mundial, em que a euforia envolveu os brasileiros, em que ninguém mais acreditava que qualquer time poderia parar aquela verdadeira máquina. O sonho, entretanto, durou apenas 13 dias. Haveria a Itália no caminho.

Brasil x Nova Zelândia 1982 - Cartela de escudinhos (PDF)
Brasil x Nova Zelândia 1982 - Cartela de escudinhos (PNG)
Brasil x Nova Zelândia 1982 (gol de Zico) - Youtube

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Jogos inesquecíveis: Corinthians x Grêmio 2007

Se existe um jogo que qualquer corinthiano gostaria de apagar de sua memória, foi o que ocorreu no dia 2 de dezembro de 2007, pela última rodada do campeonato brasileiro. Grêmio e Corinthians duelaram no Olímpico por objetivos bem diferentes. O tricolor gaúcho lutava por uma vaga na Libertadores. O alvinegro paulista lutava para não cair para a segunda divisão do brasileiro. A ambos, só a vitória interessava e a nenhum o empate servia. Para desespero dos corinthianos, logo no primeiro minuto de jogo, o Grêmio abriu o marcador. O Corinthians lutou e empatou a partida aos 29min, ainda da fase inicial. Depois disso, o jogo se tornou aberto mas nenhum dos times conseguiu chegar ao gol. Ao final da partida, centenas de torcedores da fiel, testemunhas da página mais triste da história de seu time, choravam nas arquibancadas.

Corinthians x Grêmio 2007 - Cartela de escudinhos (PDF)
Corinthians x Grêmio 2007 - Cartela de escudinhos (PNG)
Corinthians x Grêmio 2007 - Youtube

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Kits: Corinthians 1990

A camisa branca tradicional do primeiro uniforme do Corinthians, durante muito tempo foi completamente branca, sem qualquer detalhe em qualquer outra cor, exatamente como a do arqui-rival Santos. A era dos grafismos e dos patrocínios terminou por mudar um pouco essa tradição. A mudança, contudo, trouxe sorte ao alvinegro. Justamente no primeiro ano em que o Corinthians envergou uma camisa com as golas e barras de mangas pretas, veio o sonhado primeiro título brasileiro do Timão. O uniforme, um dos mais bonitos e raros da história corintiana, era fabricado pela Finta - que também deu títulos brasileiros ao Vasco em 89 e ao Botafogo em 95 - e patrocinado pela Kalunga.

Corinthians kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
Corinthians kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Clássicos: Corinthians x Fluminense 1976

Fazia 21 anos que o Corinthians não ganhava nada. Mas no dia 5 de dezembro de 1976, a sua fiel torcida daria a maior prova de amor a um time já vista no futebol. Valia a vaga na final do brasileirão. O jogo seria contra o Fluminense, a máquina tricolor, que tinha em seu grupo, nada menos que um dos maiores jogadores de todos os tempos, o ex-corinthiano Roberto Rivellino. Antes chamado de reizinho do Parque São Jorge, Rivellino foi execrado pela fiel como culpado pela perda do título paulista do ano anterior para o Palmeiras. Agora envergava as cores do tricolor das Laranjeiras. O jogo seria no Maracanã. E aconteceu o inesperado: mais de 70 mil torcedores corinthianos invadiram o Rio de Janeiro, no mais impressionante deslocamento motivado por uma partida de futebol de que se tem notícia. A fiel tomou metade do estádio e empurrou o time a frente. Ao final, debaixo de uma chuva torrencial, a partida terminou em 1x1. Nos pênaltis, o heróico goleiro Tobias defendeu duas cobranças e garantiu a vitória para o alvinegro e o delírio dos torcedores. Lamentavelmente, o Corinthians teria de enfrentar outra fabulosa máquina na final, o Internacional de Falcão e Figueroa. E não conseguiu resistir à força dos colorados.

Corinthians x Fluminense 1976 - Cartela de escudinhos (PDF)
Corinthians x Fluminense 1976 - Cartela de escudinhos (PNG)
Corinthians x Fluminense 1976 - Youtube

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Kits: Corinthians 2008








O tradicional uniforme do Corinthians, ao longo dos anos, foi produzido por poucas marcas, como a Topper, Penalty e Finta. Curiosamente, o Corinthians foi uma das poucas grandes equipes brasileiras que nunca vestiu um uniforme Adidas. Desde 2003 é a Nike que veste a equipe que disputou a série B do brasileirão. O kit atual gerou várias polêmicas. A camisa branca listrada e a preta lisa dividiram opiniões. De certo, apenas o sucesso do terceiro uniforme, uma bela camisa roxa que simboliza a paixão dos torcedores pelo clube.

Corinthians kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Corinthians kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

domingo, 2 de novembro de 2008

A mais fiel das torcidas.

“Todos times têm uma torcida. O Corinthians é uma torcida que tem um time”, dizem os corinthianos. E é verdade. Se há um time brasileiro do qual é impossível falar com eufemismos ou parcimônia é o Sport Club Corinthians Paulista. Tudo no Corinthians é superlativo, a começar por seu nome inglês e sua criação paradoxalmente operária. Sua torcida já foi a maior do país, apesar de ser conhecida apenas por um pequeno e poderoso apelido: Fiel. Seus torcedores são tidos como além de apaixonados, fanáticos, desesperados, os mais felizes e os mais sofridos de todos os tempos. Campeão Mundial, quatro vezes campeão brasileiro, bicampeão da copa do Brasil e vinte e cinco vezes capeão estadual, é nos longos períodos sem títulos que mais se sentia a força do mito corinthiano. Popular, democrático ao extremo, polêmico e incondicionalmente querido ou odiado, e não à toa chamado de Timão, o Corinthians é, sem dúvida, uma das faces mais típicas do futebol brasileiro.

O drama e a paixão sempre estiveram ligados ao time alvinegro do Parque São Jorge. As conquistas, sempre suadas, as derrotas sempre sofridas. Mas poucas vezes um título significou tanto para um clube brasileiro quanto o estadual paulista decidido, depois de três jogos, em 13 de outubro de 1977. A Ponte Preta tinha um grande time, com o zagueiro Oscar e o goleiro Carlos. A expulsão de Rui Rei, contudo, desestabilizou a equipe campineira e o Corinthians passou a mandar no jogo. Só que os minutos passavam e nada acontecia. O Timão, de Vaguinho e Wladimir, era todo ataque, a Ponte se defendia como podia. Somente aos 38 do segundo tempo, depois de um cruzamento de Zé Maria e um bate-rebate na área, Basílio empurrou a bola para o fundo das redes. Poucos minutos depois, um grito calado há 23 anos explodiu no Morumbi. O Corinthians era campeão de novo.

Corinthians x Ponte Preta 1977 - Cartela de escudinhos (PDF)
Corinthians x Ponte Preta 1977 - Cartela de escudinhos (PNG)
Corinthians x Ponte Preta 1977 - Youtube