segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

"Ser gremista não se descreve. É um prazer, um privilégio, uma religião. O uniforme é o mais bonito que existe. A tradição centenária, as batalhas vencidas as derrotas sofridas mas sempre oferecidas a um preço altíssimo! Ser Gremista é cantar sempre, é ter a alma celeste, o sangue azul e a certeza de que não está morto quem peleia!"

As palavras do companheiro Tarsis não mentem. Há diversos times brasileiros que se notabilizaram pela raça e determinação, como o Flamengo de Rondinelli, o Deus da raça, ou o Machão da Gama, um dos diversos epítetos do time da colina ou o Corinthians da fiel torcida. Mas nenhum desses traz esa tradição gravada a fogo em sua índole como o Grêmio de Foot-Ball Porto Alegrense, clube de times que jogam duro - e às vezes até deslealmente, como na conquista de sua primeira Libertadores. O Grêmio, eternizado por chefões de dentro e fora de campo, como Hugo DeLeón e Felipão e chamado de "time uruguaio" quando a ele querem se referir pejorativamente, é um time que divide sim, com os hermanos uruguaios e argentinos, o celeste da camisa, cor pouco utilizada Brasil afora. Mas é brasileiro, de grande torcida em todo o território e time de tradições, história e títulos grandes. E que mesmo nas situações mais desesperadoras, se recusa a cair.

Foi o caso de um dos jogos mais dramáticos da história do futebol brasileiro, jogo que deu ao Grêmio a pecha de imortal e que estará guardado para sempre na memória dos azuis gaúchos como "a batalha dos Aflitos". Coincidentemente, não faltou aflição a quem assistiu à inesquecível refrega de 26 de novembro de 2005 na cidade do Recife. O jogo, piada pronta dos rivais colorados - afinal, era um Gre-Nau - era a final da série B daquele ano e aos dois clubes, o Grêmio e o Náutico, só interessava a vitória. Aos 35 minutos do segundo tempo, o jogo estava em 0x0 e reinava o caos. O Náutico já perdera um pênalty. O Grêmio só tinha sete jogadores em campo e mais um pênalty contra si. Tudo parecia irremediavelmente perdido. E então, o que parecia milagre aconteceu. Apenas 71 segundos e toda a história mudava. A defesa de Galatto, o gol histórico de Anderson. A glória mais sofrida num gramado menos histórico, na disputa de uma série mais fraca. Mas nem por isso menor.

Grêmio x Náutico 2005 - Cartela de escudinhos (PDF)
Grêmio x Náutico 2005 - Cartela de escudinhos (PNG)
Grêmio x Náutico 2005 - Youtube

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Clássicos: Vasco x Flamengo 1988

O clássico carioca entre os clubes de regatas Vasco da Gama e Flamengo pode não ter o charme indiscutível de um Fla-Flu, mas não é chamado à toa de "clássico dos milhões". Além da maior rivalidade entre os times cariocas, Vasco e Flamengo também tem as maiores torcidas do Rio e o jogo é um clássico repleto de excelentes histórias e jogos fantásticos, como o que definiu o bicampeonato estadual de 1988 a favor do Vasco. O time de Romário e Bismarck precisava apenas de um empate para ser campeão e o jogo seguia lá e cá, num frágil 0x0. Foi quando, aos 42 minutos da etapa final, um certo lateral obscuro chamado Cocada, irmão do atacante Muller, do São Paulo, entrou em campo para se tornar personagem principal de uma vitória épica. Aos 43 minutos, Cocada recebe um passe de Bismarck, escapa da marcação, percorre em velocidade toda a lateral direita do rubro-negro e na entrada da grande área e fuzila o goleiro Zé Carlos com um chute magnífico e indefensável. Era o gol do título. Mas a ópera ainda reservava uma última cena. Enlouquecido e seguido pelos companheiros, Cocada tira a camisa e a atira ao banco de reservas do Flamengo, em um gesto de vingança contra o técnico Carlinhos do rubro-negro, que o barrara na equipe da Gávea. Aos 44 min, dois após sua entrada e um após o golaço que marcara, Cocada era expulso e em meio a uma briga generalizada, saía de campo para entrar na história.

Vasco x Flamengo 1988 - Cartela de escudinhos (PDF)
Vasco x Flamengo 1988 - Cartela de escudinhos (PNG)
Vasco x Flamengo 1988 - Youtube

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Atendendo a pedidos (9)

Mais três times pedidos em comments, scraps, emails e nas comunidades: O Juventus-SP, o moleque travesso da Móoca com um uniforme Adidas de 1982, o Riograndense-RS, gaúcho da garbosa Santa Maria da Boca do Monte e o Serrano-RJ, time de Petrópolis, a belíssima cidade imperial das serras fluminenses.








Juventus kit 1982 - Cartela de escudinhos (PDF)
Juventus kit 1982 - Cartela de escudinhos (PNG)








Riograndense kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Riograndense kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)








Serrano kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Serrano kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Kits: Ajax 2008, Portuguesa 1992 e Cosmos 1975

Esse post está muito mais com cara de "a pedidos" que de "kits". É que eu já tinha esses times anotados para desenhar, e como o Valtemir, o Mauri e o Rodrigo se interessaram, eu antecipei. Eis aí, o moderno Ajax Adidas 2008, e dois clássicos: a Portuguesa de Desportos de 1992, com o famoso grafismo da Dell'Erba e o legendário Cosmos de New York, último time onde jogaram Pelé, Beckenbauer e Cruyff.








Ajax kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Ajax kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)








Portuguesa kit 1992 - Cartela de escudinhos (PDF)
Portuguesa kit 1992 - Cartela de escudinhos (PNG)








New York Cosmos kit 1975 - Cartela de escudinhos (PDF)
New York Cosmos kit 1975 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Atendendo a pedidos (8)

Dois jogos inesquecíveis estão entre os pedidos dessa semana: Coritiba x Bangu, a improvável final do campeonato brasileiro de 1985, vencida no Maracanã pelos paranaenses - sim, o Bangu já foi time grande no Rio, campeão carioca e assim como todos os outros grandes cariocas, também passou pelo seu maracanazo. O outro jogo é a também improvável final do paulistão de 1990, entre o Bragantino do então iniciante Vanderlei Luxemburgo e o Novorizontino de Nelsinho Batista. Foi a primeira final - e creio que até hoje a única, já que Paulista e São Caetano não são exatamente interior - de um campeonato paulista disputada entre dois times do interior do estado. Coritiba x Bangu 1985 - Cartela de escudinhos (PDF) Coritiba x Bangu 1985 - Cartela de escudinhos (PNG) Bragantino x Novorizontino 1990 - Cartela de escudinhos (PDF) Bragantino x Novorizontino 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Jogos inesquecíveis: Alemanha x França 1982

Parecia, depois daquele trágico 5 de julho, data da eliminação do Brasil da Copa da Espanha, que nada mais teria graça naquela competição. Três dias depois, entretanto, aconteceria um dos mais sensacionais jogos de futebol que eu já assisti. Ao mesmo tempo em que a Itália de Paolo Rossi conquistava sua vaga na final, a Alemanha de Rumenigge e a França de Platini lutavam pela outra vaga num jogo épico, decidido nos detalhes e nos pênaltis, depois de um eletrizante empate em 1x1 no tempo normal e 3x3 na prorrogação em que a França chegou a estar ganhando por 3x1 e cedeu o empate, num belíssimo gol de meia bicicleta de Fischer. Mesmo a disputa de penais foi equilibrada até o fim, quando Schumacher defendeu o sétimo pênalty Francês, cobrado por Bossis. A dura e perseverante Alemanha Ocidental batia assim a talentosa e insinuante França e chegava à final do torneiro, que contudo, perderia três dias depois para a squadra azurra, que assim se tornaria a primeira seleção tricampeã do mundo depois do Brasil.

Alemanha x França 1982 - Cartela de Escudinhos (PDF)
Alemanha x França 1982 - Cartela de Escudinhos (PNG)
Alemanha x França 1982 - Youtube

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Jogos inesquecíveis: São Paulo x Vélez Sarsfield 1994

Depois da conquista do mundial interclubes em 1993, os torcedores sãopaulinos viviam uma espécie de euforia, ainda mais quando, na Libertadores do ano seguinte, o São Paulo novamente fez uma boa campanha e chegou à final, contra o Vélez Sarsfield da Argentina, um time de 84 anos, mas sem tradição de conquistas fora de seu país. Assim, ninguém esperava a doloridíssima derrota que viria. O Vélez, apesar de mais fraco na teoria, contava com uma estrela debaixo das traves: o ídolo paraguaio Chilavert. E foi ele quem garantiu que o Vélez passasse por várias disputas de pênaltis para chegar à decisão. E mais uma vez, diante de um Morumbi lotado, Chilavert garantiu, nos penais, a surpreendente vitória dos portenhos, que avançavam assim para a conquista do mundial, no japão, diante do mesmo Milan que perdera do São Paulo no ano anterior.

São Paulo x Vélez Sarsfield 1994 - Cartela de escudinhos (PDF)
São Paulo x Vélez Sarsfield 1994 - Cartela de escudinhos (PNG)
São Paulo x Vélez Sarsfield 1994 - Youtube

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Kits: São Paulo 2005

O ano de 2005 marcou a despedida da marca Topper como fornecedora de material esportivo para o São Paulo. Contudo, no apagar das luzes do ano, a Topper contribuiu, no estádio de Yokohama, no Japão, para colocar mais uma estrela nos vindouros kits da Reebok. Foi vestido de Topper que o São Paulo tornou-se tricampeão mundial interclubes, numa dificílima final contra o inglês Liverpool, que mais uma vez amargava uma derrota frente a um time brasileiro em finais de mundial. Com um gol do volante Mineiro, o São Paulo tornava-se o maior vencedor de títulos mundiais do país.

São Paulo kit 2005 - Cartela de escudinhos (PDF)
São Paulo kit 2005 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Clássicos: São Paulo x Santos 2000

O título paulista do ano 2000 deu ao São Paulo a qualidade de maior vencedor estadual da última década do séc. XX, com quatro conquistas. Na última partida do ano, contra o Santos de Rincón, o tricolor podia perder até por um gol de diferença. Mas acabou empatando em dois gols, marcados pelo inicante goleiro-artilheiro Rogério Ceni, em uma falta maravilhosamente cobrada e pelo também iniciante Marcelinho, que atualmente joga no Flamengo, sob a alcunha de "Paraíba", e que substituía o atacante França, o melhor jogador do campeonato. O último título paulista sob a batuta do já vovô Raí foi um jogo digno do grande clássico que é o legendário San-São.

São Paulo x Santos 2000 - Cartela de escudinhos (PDF)
São Paulo x Santos 2000 - Cartela de escudinhos (PNG)
São Paulo x Santos 2000 - Youtube

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Kits: São Paulo 2008

O kit Reebok que atualmente veste o São Paulo Futebol Clube há pouco menos de três anos, já tem histórias de campeão para contar. O bicampeonato brasileiro de 2006 e 2007 já ocorreu sob este manto moderno e bem desenhado. O tricolor paulista já vestiu Adidas, Le Coq Sportif, Penalty e Topper e atualmente é patrocinado pela indústria de eletrônicos coreana LG.


São Paulo kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
São Paulo kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O maior do Brasil

Os cinco títulos nacionais, três da Libertadores da América, três títulos mundiais e inúmeros - 22 na verdade - títulos estaduais credenciam o São Paulo Futebol Clube a se declarar o maior clube brasileiro da história. Apesar de nunca ter tido uma máquina legendária como o Santos de Pelé, nem possuir uma fanática e apaixonada torcida como a do Flamengo carioca, ou mesmo um rival de peso para polarizar sua história - como o possuem os grandes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul - o São Paulo tem uma tradição invejável de conquistas e força, não só dentro das quatro linhas. Dono de um dos maiores estádios particulares do planeta e de uma invejável organização, o tricolor do Morumbi é uma das grandes referências brasileiras quando se fala em qualidade no futebol.

Dos cinco maiores jogos de futebol que eu já assisti na vida, apenas um deles me motivou a mudar de time, fato que ocorreu apenas uma vez nesses 38 anos. Corinthiano bissexto, vi o São Paulo de Raí, Cerezo, Muller e Zetti realizar uma partida mágica. No mesmo ano em que o Corinthians fracassara em eliminar o Flamengo da Copa Sulamericana - em que o São Paulo foi bem sucedido pouco depois, o time do Morumbi foi a Tóquio decidir o Mundial Interclubes contra o poderoso Milan de Massaro, Papin e Desailly. Foi uma madrugada de angústia e glória, um jogo duríssimo - apesar de limpo - onde nem os deuses do futebol concordavam para quem dar o título. E então, como se deixassem a partida por conta da sorte, entregaram a Muller e ao goleiro italiano Rossi a jogada decisiva. E em um gol que até hoje nenhuma câmera e nenhum desenho e nenhuma mente racional conseguiu explicar ou definir, o artilheiro sãopaulino decretou a vitória brasileira e o destino do troféu. Era o bicampeonato mundial do São Paulo, que, pelas artes e artimanhas do saudoso Telê Santana, se igualava ao lendário Santos de Pelé.

São Paulo x Milan 1993 - Cartela de Escudinhos (PDF)
São Paulo x Milan 1993 - Cartela de Escudinhos (PNG)
São Paulo x Milan 1993 - Youtube

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Clássicos: Manchester United x Manchester City 2008

Um dos clássicos mais conhecidos do futebol inglês é o que reune os dois grandes times da cidade de Manchester, um derby conhecido como City x United. Os dois times já disputaram 149 partidas, com 59 vitórias para o United e 41 para o City, que entretanto, venceu a última partida, realizada em 10 de fevereiro deste ano, partida que, inclusive, era alusiva aos 50 anos do desastre de Munique, acidente de avião que vitimou vários jogadores do United. Com esta vitória, o Manchester City quebrou dois tabus. Um deles, de 34 anos sem vencer o adversário em seu campo, o lendário Old Trafford. O outro, maior, de 38 anos sem vencer o maior oponente nos dois jogos da temporada.

Manchester United x Manchester City 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Manchester United x Manchester City 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Atendendo a pedidos (7)

Tenho notado que muita gente aqui gosta dos kits Adidas da década de 70/80, em especial os da copa do mundo da Argentina, em 78. Atendendo então a um pedido do Márcio, dois kits e um jogo inesquecível daquela copa, todos Adidas: Peru, Suécia e Brasil x Polônia.








Peru Kit Adidas 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Peru Kit Adidas 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)









Suécia Kit Adidas 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Suécia Kit Adidas 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)









Brasil x Polônia 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Brasil x Polônia 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Kits: Alemanha Ocidental 1990

Até a década de 90, camisas de seleções de futebol carregavam apenas as cores de seus países e nada mais. Na grande maioria, eram lisas e traziam apenas detalhes nas golas, barras e coisas assim. Foi na copa da Itália que as camisas com grafismos começaram a ganhar espaço. Tchecoslováquia, URSS, Yugoslávia e Alemanha Ocidental, todas vestidas de Adidas, apresentaram camisas bastante diferentes do que as seleções costumavam usar. Dessas, entretanto, apenas a da Alemanha tornou-se um clássico. Na verdade, em minha humilde opinião, o maior deles, em se tratando de camisas de seleções, rivalizando com a canarinho brasileira, a azurra italiana e a laranja holandesa. A camisa alemã de 1990, campeã do mundo sobre a Argentina, numa final-revanche da copa de 1986, foi a primeira em que a Alemanha usou as cores de sua bandeira. Antes, as camisas alemãs eram em branco e preto (home) ou verdes (away). As reservas verdes (da cor da federação alemã) foram usadas até 94, para depois, cairem em desuso, substituídas primeiro por camisas pretas e hoje em dia, por camisas vermelhas. Mas as verdes usadas em 90, apenas no jogo contra a Inglaterra, foram um dos mantos mais fantásticos já vestidos por uma seleção. E a titular tornou-se simplesmente lendária, inesquecível. Os grafismos chegavam para ficar.

Alemanha Kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
(atualizado em 19/06/09)
Alemanha Kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Atendendo a pedidos (6)

E mais dois times franceses para o Kinzão: o Bordeaux e o Olympique Marseille.








Girondins de Bordeaux Kit 2008/09 - Cartela de escudinhos (PDF)
Girondins de Bordeaux Kit 2008/09 - Cartela de escudinhos (PNG)









Olympique Marseille Kit 2008/09 - Cartela de escudinhos (PDF)
Olympique Marseille Kit 2008/09 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Jogos inesquecíveis: América-RJ x Corinthians 1986

O América Futebol Clube do Rio de Janeiro, um dos grandes e tradicionais times de futebol do país, inspirador de toda sorte de homônimos país afora e detentor do mais apaixonado hino em homenagem a algum time brasileiro, lamentavelmente é um clube a beira da extinção. Amargando a segunda divisão carioca e rebaixado até da terceirona do brasileiro, a decadência do Mequinha, o Diabo do Andaraí, entristece qualquer amante do verdadeiro futebol. A derrocada do clube, iniciada com a sua exclusão da famigerada Copa União de 1987 e com a última colocação e conseqüente rebaixamento no brasileiro de 1988, foi contínua e irreversível. O último lampejo do grande clube que foi o América aconteceu em 1986, quando o time chegou às semi-finais do brasileirão, onde acabou eliminado no Maracanã em um jogo dramático contra o São Paulo, que viria a ser o campeão. A última vitória daquele belo time, que contava com o folclórico artilheiro Luizinho "tombo", aconteceu alguns dias antes, naquele mesmo campeonato, no dia 08/02/1987, contra o Corinthians, em pleno Pacaembu. Foi a última vez que a legendária equipe sangüínea da Rua Campos Salles venceu uma grande partida. América-RJ x Corinthians 1986 - Cartela de escudinhos (PDF) América-RJ x Corinthians 1986 - Cartela de escudinhos (PNG)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Jogos inesquecíveis: Holanda x Alemanha 1974

Como já havia acontecido vinte anos antes, na Suíça, a Alemanha Oc. chegava desacreditada a uma final de copa, para disputá-la com a equipe sensação do campeonato. Em 1954, era a Hungria de Puskas o grande bicho-papão. Em 74, a Holanda. Coincidentemente, os dois países começando com a letra H, haviam eliminado o Brasil nas semi-finais. Já a Alemanha Oc., vinha de uma campanha sofrida, como também foi a de 54. Mas ambas traziam em seu time, capitães de uma estirpe ímpar: a dos vencedores. Em 54, era Fritz Walter. Em 74, Franz Beckenbauer. E assim, desacreditadas, as duas seleções alemãs, com 20 anos de distância de uma para outra, repetiam a mesma história na final da copa. A determinação, a aplicação e a força do futebol germânico mais uma vez se impunham. E assim como a encantadora Hungria, a magnífica Holanda entraria para a história carregando um (quase) injusto quase campeão do mundo.

Nota: Uma curiosidade. Os holandeses, em 1974, vestiram uniformes da Adidas. Mas um dos jogadores, justamente o craque Cruyff, exigiu da marca alemã um pagamento para carregar a marca em sua camisa, nos jogos. Como a marca recusou, Cruyff mutilou seu uniforme, arrancando uma das três listras características da marca. Foi o único do time a fazer isso. As cartelas de escudinhos dos jogos contra a Alemanha e o Brasil apresentam o botão 14 com apenas 2 listras. Outra polêmica envolveu o mesmo Cruyff e o jogador Neeskens num episódio no qual eles teriam cobrado dinheiro para dar autógrafos a torcedores na porta do hotel, devido ao grande assédio às mais novas, na época, estrelas do futebol.

Holanda x Alemanha 1974 - Cartela de escudinhos (PDF)
Holanda x Alemanha 1974 - Cartela de escudinhos (PNG)
Holanda x Alemanha 1974 - Youtube

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Kits: Holanda 1978

É difíci, por vezes, definir qual o mais bonito uniforme usado por uma determinada seleção. Contudo, muitos entusiastas costumam eleger a copa de 1978, na Argentina, como a de uniformes mais elegantes e bem desenhados da história. A Adidas era a fornecedora de grande maioria das seleções. A seleção holandesa não foi exceção. Em 1978, os holandeses jogaram com um uniforme que era uma modernização do lendário kit da copa anterior. Sem Cruyff e sem a mesma força do time de 74, acabaram, da mesma forma, amargando mais um amargo vice-campeonato.

Holanda kit 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Holanda kit 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Clássicos: Holanda x Brasil 1974

Brasileiros e holandeses já se enfrentaram três vezes em copas do mundo, com duas vitórias do Brasil, em 1994 e 1998. Já em 1974, contra a laranja mecânica de Cruyff e Neeskens, a história foi diferente. Longe da qualidade da seleção de 1970, o time de 1974, comandado novamente por Zagallo, era confuso e muito defensivo. Cinco jogos suados e complicados acabaram colocando o Brasil frente à sensação da competição na semi-final, em Dortmund. Apenas Zagallo não esperava o que viria a acontecer. A Holanda envolveu facilmente o Brasil com um futebol ágil e vibrante e venceu com certa facilidade por 2x0. Perdido em campo, o Brasil chegou a apelar para a violência, tática que culminou na expulsão de Luiz Pereira e numa das mais melancólicas derrotas do país nas copas.

Holanda x Brasil 1974 - Cartela de Escudinhos (PDF)
Holanda x Brasil 1974 - Cartela de Escudinhos (PNG)
Holanda x Brasil 1974 - Youtube

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Kits: Holanda 2008/09

A Holanda tem um dos mais tradicionais uniformes do futebol mundial. A cor laranja predominante em sua camisa, vem da cor da família real de Orange, a dos monarcas holandeses que governam o país até hoje. As cores da bandeira holandesa, azul vermelho e branco, também são frequentemente encontradas nos kits de uniformes do país. Atualmente vestida pela Nike, a seleção holandesa também já vestiu Lotto e Adidas. As camisas Adidas da década de 70 foram imortalizadas pela seleção de Cruyff.

Holanda kit 2008/09 - Cartela de escudinhos (PDF)
Holanda kit 2008/09 - Cartela de escudinhos (PNG)

domingo, 21 de setembro de 2008

A laranja mecânica

Poucas seleções na história do futebol tiveram tantos admiradores fora de seu país - exceto, é claro, o Brasil - quanto a Holanda. Mesmo aqui, nós, pentacampeões do mundo, até hoje temos prazer em assistir os jogos da equipe laranja. E mesmo sem grandes conquistas na história, a Holanda sempre nos remete a um futebol alegre, para frente, de grande qualidade técnica e tática, revolucionário, rebelde. A seleção holandesa foi vice-campeã mundial duas vezes, nos anos de 1974 e 1978, quando contava com um time que ficou conhecido como "carrossel holandês", devido à uma - até então - inédita tática de rodízio entre os jogadores. Rinus Michels, o lendário técnico de 1974, chamava seu esquema de "futebol total". Lamentavelmente, a seleção de Johan Cruyff, Neeskens, Rep e Resenbrink caiu diante da formidável e aplicada Alemanha Oc. de Beckenbauer. Quatro anos depois, sem seu maestro Cruyff, mas ainda forte, perdeu a final para a controvertida Argentina de Passarella, Ardiles e Mário Kempes. Somente dez anos depois a Holanda voltaria a apresentar uma seleção de grande brilho. Capitaneada por dois magos da bola, Huud Gullit e Marco Van Basten e novamente comandada por Rinus Michels, a Holanda desbancaria a URSS do lendário goleiro Rinat Dasaev na final da Eurocopa de 1988, na maior conquista dessa seleção. Apesar disso, dois anos depois, a Holanda acabaria caindo prematuramente nas oitavas-de-final da copa da Itália, frustrando mais uma vez os muitos torcedores, de todos os países, sempre ávidos por mais um espetáculo das laranjas mecânicas holandesas. Holanda x URSS 1988 - Cartela de escudinhos (PDF) Holanda x URSS 1988 - Cartela de escudinhos (PNG) Holanda x URSS 1988 - Youtube

sábado, 20 de setembro de 2008

Programação

E aqui vai a programação provável destas próximas duas semanas.

22/09 - Série Holanda - Holanda x URSS 1988 (JI)
23/09 - Holanda nike 2008 (K)
24/09 - Holanda x Brasil 1974 (CL)
25/09 - Holanda adidas 1978 (KV)
26/09 - Holanda x Alemanha 1974 (JI)

29/09 - França x Alemanha 1982 (JI)
30/09 - A Pedidos: Bordeaux Puma 2008 e Olympique Marseille Adidas 2008
01/10 - Alemanha Adidas 1990 (KV)
02/10 - A Pedidos: Peru Adidas 1978 e Suécia Adidas 1978;
03/10 - Celtic x Rangers 2008 (CL)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Clássicos: Alemanha x Itália 2006

Alemanha e Itália já decidiram uma copa do mundo e já protagonizaram vários jogos fantásticos na história. Mas poucos como a semi-final que levaria a azurra para a decisão da copa de 2006, na casa dos alemães. As duas equipes tricampeãs, desacreditadas no início da competição, cresceram durante o decorrer do torneio. A torcida alemã, inflamada pela vitória sobre a favorita Argentina, acreditava agora que sua seleção poderia realmente chegar à decisão em casa, como fizera em 1974. Mas a Itália também queria o tetracampeonato. O jogo, realizado em Dortmund no dia 4 de julho - possivelmente o melhor de toda aquela copa - encaminhava-se para a disputa de pênaltis quando, no penúltimo minuto do segundo tempo da prorrogação, um passe perfeito de Pirlo encontra o lateral Fabio Grosso no lado direito da grande área alemã e este então, de primeira, marca um golaço no canto esquerdo do goleiro Lehmann. A Alemanha, atordoada pelo gol, levaria ainda mais um, dois minutos depois, num contra-ataque fulminante tramado por Canavarro e Iaquinta e concluído com maestria por Del Piero. Roma explodia numa festa que se repetiria cinco dias depois com a conquista do título. Dortmund e toda a Alemanha chorava a queda da seleção dos ídolos Ballack e Klinsmann.

Alemanha x Itália 2006 - Cartela de escudinhos (PDF)
Alemanha x Itália 2006 - Cartela de escudinhos (PNG)
Alemanha x Itália 2006 - Youtube

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Atendendo a pedidos (5)

O Arruda, torcedor número um do River Plate da Argentina pediu e nóis fazeu: o kit atual da equipe do Monumental de Nuñez.








River Plate kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
River Plate kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)


Já o Márcio pediu, pelos comentários, um jogo inesquecível, que também certamente agradará ao meu camarada Társis: Grêmio x São Paulo, final do brasileirão de 1981 e primeiro título nacional do tricolor gaúcho.








Grêmio x São Paulo 1991 - Cartela de escudinhos (PDF)
Grêmio x São Paulo 1991 - Cartela de escudinhos (PNG)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Kits: Thecoslováquia 1990

A Copa do Mundo da Itália, em 1990, foi a última em que alguns times de países da antiga divisão do mundo em capitalistas e comunistas puderam ser vistos: União Soviética, Yugoslávia, Alemanha Ocidental - em 1994, as Alemanhas já haviam se reunificado - e a Tchecoslováquia. Duas vezes vice-campeã do mundo, em 1934 e 1962, a Tchecoslováquia cairia nas quartas de final da copa italiana frente à Alemanha Oc., que viria a ser campeã naquele ano. Depois disso, assim como a URSS e a Yugoslávia, o país foi dividido: surgiam a Eslováquia e a Rep. Tcheca. O belo uniforme Adidas usado pela antiga Tchecoslováquia em sua última copa foi um dos que marcou o início de uma moda que dura até hoje: o uso de grafismos nas camisas.

Tchecoslováquia kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
Tchecoslováquia kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Atendendo a pedidos (4)

O Kinzão pediu, nos comentários, que eu fizesse uns times do campeonato francês. Vamos com os maiores times então, já que não dá para fazer tudo de uma vez só, claro. Juntando com o St. Etienne que eu já havia postado aqui, trago os kits atuais do legendário Paris Saint Germain e do Olympique Lyonnais, o conhecido Lyon, o time do brilhante Juninho Pernambucano e heptacampeão francês.
Em quinze dias, mais dois times: o Bordeaux e o Olympique Marseille.








Paris Saint Germain kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Paris Saint Germain kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)








Lyon kit 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Lyon kit 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Jogos inesquecíveis: EUA x Irã 1998

Jogos potencialmente explosivos já aconteceram aos montes em copas do mundo. Em 2006, duas ex-colônias - Angola e Togo - enfrentaram suas ex-metrópoles, Portugal e França, ainda sob ranços de independências traumáticas e/ou historicamente recentes. Em 1986, um dos mais fantásticos jogos já ocorrido numa copa, juntou dois times que pouco menos de 4 anos antes, estavam em guerra: a Argentina e a Inglaterra. O final, todos sabem como foi. E em 1998, EUA e Irã, inimigos desde que a revolução islâmica depôs o Xá em 1979, se encontraram em campo, na primeira fase da copa. O jogo, que terminou com a vitória iraniana por 2x1, ficou marcado pela demonstração de fair-play e pacifismo dos jogadores, que trocaram flores entre si no início da partida. Um momento para a história das copas.

EUA x Irã 1998 - Cartela de Escudinhos (PDF)
EUA x Irã 1998 - Cartela de Escudinhos (PNG)
EUA x Irã 1998 - Youtube

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Jogos inesquecíveis: Flamengo x Santo André 2004

Todo grande time carioca - sem falar, é claro, na própria seleção brasileira - já viveu seu maracanazo, alguma derrota dramática e inacreditável dentro das quatro linhas do estádio Mário Filho, o Maracanã. O Flamengo mesmo, na última Libertadores da América, sofreu uma inexplicável eliminação frente ao combalido América do México. Porém, poucas noites foram tão dolorosas para a torcida rubro-negra quanto a de 30 de junho de 2004. Naquele dia, mais de 72 mil torcedores viram o Flamengo perder para o inexpressivo Santo André, do ABC paulista por 2 x 0. O jogo de ida havia sido um empate em 2 x 2 e qualquer empate abaixo desse dava o tíulo ao time do Rio. Mas o final da história foi inimaginável . Entre as lágrimas dos flamenguistas, o pequeno time do artilheiro Elvis conquistava o maior do mundo, ironicamente também, como em 1950, trajando azul celeste e branco.

Flamengo x Santo André 2004 - Cartela de escudinhos (PDF)
Flamengo x Santo André 2004 - Cartela de escudinhos (PNG)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Kits: Flamengo 1992 e 2006

Sendo o time vitorioso que é, o Flamengo possui diversos uniformes históricos, camisas que ficaram na memória - e guarda-roupas - de seus torcedores. Dois deles são bem conhecidos: o da Adidas de 1992, com o qual o Flamengo venceu seu último Campeonato Brasileiro, derrotando o também carioca Botafogo na final. Esta cartela é uma das poucas que eu abro exceção para a colocação da marca do patrocinador. Merece. Já a Nike veio para o rubro-negro carioca em 2003, com a missão de apagar os malfadados anos da Umbro como fornecedora. E teve exito. A grande maioria de seus uniformes foi bem sucedido tanto em campo quanto nas lojas. Este, de 2006, ficou marcado pela conquista da Copa do Brasil sobre o arqui-rival, o Vasco da Gama.








Flamengo Adidas 1992 - Cartela de escudinhos (PDF)
Flamengo Adidas 1992 - Cartela de escudinhos (PNG)








Flamengo Nike 2006 - Cartela de escudinhos (PDF)
Flamengo Nike 2006 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Kits: Flamengo Nike 2008








Desde 2003, o Flamengo - que até então vestira apenas Adidas e Umbro - tem seus uniformes desenhados e produzidos pela Nike. Contudo, a relação entre ambos não vai nada bem, a ponto de pendengas judiciais terem obrigado o time da Gávea a vestir um uniforme - este atual - que não queria. Na verdade, o kit anterior, de listras largas, homenageava os campeões mundiais de 81. Este agora, supostamente lembra uma época de poucas glórias para o rubro-negro - a década de 70 - sendo que mesmo assim, o atual kit não pode ser chamado de histórico, já que o clube nunca vestiu camisas com listras tão estreitas. O segundo uniforme também lembra mais o da década de 80, colidindo com a referência do primeiro uniforme. Por último, o terceiro uniforme, que usa o escudo do clube de remo, também causou forte polêmica na época de seu lançamento, por ser vendido com uma inscrição de "campeão carioca", antes mesmo da final do campeonato. Ao que parece, Nike e Flamengo caminham para um ruidoso divórcio.

Flamengo Nike 2008 - Cartela de escudinhos (PDF)
Flamengo Nike 2008 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Raça, amor e paixão.

(...) O Flamengo é nosso primeiro e último amor; é nossa religião; a paixão mais avassaladora; é o poder que nos levanta e a força que nos faz cair. E assim, eu e mais 43 milhões somos mais do que torcedores, mais do que admiradores: somos apaixonados cegos que enfrentamos o mundo para defender nosso amor; fosse o Flamengo numa expedição intergalática para jogar, levaria consigo nossos corações. Seguimos encantados com o Flamengo cada vez mais e mais, mesmo quando perde, mesmo quando quase cai; sempre ameaçando desistir, mas nunca deixando de lado quando o time - vocês (jogadores) - entram em campo e nosso coração bate no compasso do bumbo, com o grito entalado na garganta, só esperando para sair, num êxtase que quase chega a ser transe. O gol é o nosso nirvana pessoal, nosso momento de iluminação, nossa santidade (...). (Lilaise, do Chuteira de Salto e do Uma Dama Não Comenta).

Poucas torcidas no mundo podem expressar assim sua paixão por um clube e no Brasil, nenhuma é maior que a do Clube de Regatas Flamengo. Um dos clubes mais vitoriosos do país, campeão de terra e mar e campeão em todos os cantos do planeta. Inclusive em Tóquio.


O jogo da vida dos rubro-negros cariocas aconteceu no dia 13 de dezembro de 1981, num gramado que de tão queimado pelo inverno, parecia um campo de várzea de terra batida. Mas a cancha do Estádio Nacional de Tóquio poderia ser até de predregulhos que dificilmente a máquina de jogar bola capitaneada por Zico, Adílio e Júnior, sem falar no tresloucado e inuminado Nunes, perderia aquela decisão. O Liverpool, o timaço campeão da Europa e franco favorito - afinal, enfrentava um time que carregava a pecha de ter apenas títulos regionais - não foi páreo para o Flamengo. Em 90 minutos, depois de uma verdadeira aula de futebol e três gols, o clube da Gávea levantava a Taça do Mundial Interclubes. E escrevia seu nome na história dos grandes de todos os tempos.

Flamengo x Liverpool 1981 - Cartela de escudinhos (PDF)
Flamengo x Liverpool 1981 - Cartela de escudinhos (PNG)

sábado, 6 de setembro de 2008

Clássicos: Portugal x Holanda 2006

Como descendente de portugueses e holandeses, eu tenho que afirmar que Portugal e Holanda perfazem, desde os tempos da Cia. das Índias, um clássico dos mais competitivos, ainda que apenas uma vez essas equipes tenham se enfrentado em uma Copa do Mundo. Foi justamente nas oitavas de final da copa da Alemanha, em 2006, num jogo que ficou - pelo menos por mim - conhecido mundialmente como a batalha de Nürnberg. O jogo foi uma verdadeira carnificina e os quatro jogadores expulsos - dois de cada lado - não dão a dimensão da violência que grassou em campo. Apesar disso, foi um dos jogos mais empolgantes daquela copa, vencido afinal pelo placar mínimo, pelo time de Luiz felipe Scolari, com um gol de Maniche. Portugal ainda venceria uma difícil partida contra a Inglaterra, mas lamentavelmente cairia diante da França nas semi-finais e da Alemanha na disputa pelo terceiro lugar.

Portugal x Holanda 2006 - Cartela de escudinhos (PDF)
Portugal x Holanda 2006 - Cartela de escudinhos (PNG)
Portugal x Holanda 2006 - Youtube

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Kits: Yugoslávia 1990 e Croácia 1998

Eu tinha programado um kit da Yugoslávia de 1990, quando o Marcelo Passos, da comunidade, sugeriu que eu fizesse uma cartela da Croácia de 1998. Resolvi postar ambos juntos, afinal, são times da mesma estirpe. A velha Yugoslávia comunista, antes de começar a ruir justamente no início da década de 90, era uma das forças do futebol da Europa Oriental, que chegou a formar grandes times, como a Hungria de 54 e a Polônia de 74. O uniforme Adidas com que a Yugoslávia disputou a copa da Itália era original e único, um vislumbre do que seria a chamada histeria dos losangos da marca alemã na copa seguinte, em 1994.

Yugoslávia kit 1990 - Cartela de escudinhos (PDF)
Yugoslávia kit 1990 - Cartela de escudinhos (PNG)

Já a Croácia, que se tornou independente em 1991, debaixo de guerra, assim como a maioria dos países que resurgiram com o fracionamento da antiga Yugoslávia (como a Eslovênia, Montenegro, Macedônia, Bósnia, Kosovo e Sérvia), conseguiu um expressivo terceiro lugar na copa da França, em 98, fazendo boa figura como já haviam feito Romênia e Bulgária na copa anterior. A simpática seleção de Boban e Suker conquistou o mundo com um futebol consciente e preciso e derrotou a Holanda de Rikjaard e Davids na disputa pelo terceiro lugar. Eis que o mundo conhecia a equipe que desfilava de xadrez vermelho e branco pelos gramados, um padrão estranho aos nossos olhos, mas bem melhor aproveitado pela fabricante italiana Lotto em 98 que pela Nike nos anos seguintes.

Croácia kit 1998 - Cartela de escudinhos (PDF)
Croácia kit 1998 - Cartela de escudinhos (PNG)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Atendendo a pedidos (2)

E vamos atender aos pedidos, o que aliás, eu pretendo fazer aqui a cada 15 dias. Por isso, podem ter idéias.

O atleticano Rick, da comunidade dos escudinhos, pediu um kit especial do Brasil com o uniforme da Adidas, de 1978, mas com a marca do fabricante, que na realidade, não aparecia nos uniformes. A bem da verdade, fica muito mais bonito com o trifoil da marca alemã. Eis então um kit fictício, mas muito bacana.



Brasil Kit Especial Adidas 1978 - Cartela de escudinhos (PDF)
Brasil Kit Especial Adidas 1978 - Cartela de escudinhos (PNG)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Jogos inesquecíveis: EUA x Inglaterra 1950

inglaeua_50Grandes surpresas sempre ocorreram nos campeonatos de futebol mundo afora. Uma das maiores, sem dúvida, ocorreu em 1950, muito antes que fosse criada a gíria "zebra" para designar esses resultados surpreendentes. E foi uma zebra monumental a que ocorreu em 29 de junho daquele ano, no estádio Independência, em Belo Horizonte, quando 11 jogadores americanos praticamente amadores derrotaram por 1 x 0, a poderosa seleção inglesa da época. O feito foi tão impressionante que os americanos, avessos ao soccer, fizeram até um filme para celebrar o fato. Eis então, por sugestão do Mário Alexandre, e depois de vários acertos, os escudos dos dois times que protagonizaram esse jogo inesquecível.

EUA x Inglaterra 1950 - Cartela de escudinhos (PDF)
EUA x Inglaterra 1950 - Cartela de escudinhos (PNG)
EUA x Inglaterra 1950 - Youtube