quinta-feira, 4 de junho de 2009

Um jogo de criatividade

Faz muito tempo, confesso, que não jogo efetivamente o Futebol de botão. Quando jogava, eu tinha uma boa coleção de Gulliver e usava as regras que, naquele tempo, vinham na embalagem. Hoje em dia eu já conheço as modalidades e regras que existem por aí, cujo resumo está descrito neste bom post sobre o assunto. É claro que, no recôndito do lar e a bem da boa diversão, nada impede que cada um crie suas próprias regras e modos de jogar. Eu mesmo fiz isso várias vezes, e em alguns casos, de modo inventivo.

Por exemplo, nunca me preocupei com números de toques. Cada jogador ia jogando e carregando a bola (na verdade, a pastilha, com que joguei 100% das vezes - as melhores eram pecinhas de War antigas) como quisesse até que a bola saísse, tocasse no jogador do outro time ou se convertesse em gol. Depois de anos, passei a usar a contagem de toques para definir confrontos entre times grandes, médios e pequenos. Times grandes, por exemplo, tinham muitos toques no campo de defesa e alguns no campo de ataque. Essa contagem diminuía conforme os times se apequenavam.

A justiça no jogo contava bastante. Para não haver interpretações complicadas - e entre irmãos, elas existem a cada minuto, vocês sabem - existia uma divisão eqüanime de tarefas durante a partida. Quem dava a saída do jogo era o árbitro da etapa e o outro, o cronometrador. Assim, quem resolvesse agir de - digamos... - má fé em um tempo, poderia sofrer represálias no tempo - ou jogo - seguinte.

Contudo, a regra mais interessante que eu inventei serviu para que eu conseguisse equilibrar o scout com meu irmão, que tinha pontaria bem melhor que a minha. Ele chutava de longe e pronto! tava lá a gorduchinha, digo, a achatadinha no filó. Minha idéia foi criar uma possibilidade de chutar de mais perto e ter chance de fazer o gol. E o fiz assim: o time que conseguisse colocar a bola em lançamento dentro da grande área congelaria o goleiro adversário e teria quantos toques quisesse para completar a jogada. Isso começou a me dar vitórias, já que meu passe era bem melhor que meus chutes e criou uma simulação bem mais interessante, já que era necessário ter uma defesa bem postada, marcação, goleiros mais atentos.

Foi uma boa época, ah! se foi.

6 comentários:

valeriojensen disse...

É MEU CARO AMIGO, BONS TEMPOS QUE NÃO VOLTAM MAIS, É UMA PENA QUE AINDA NÃO INVENTARAM A MÁQUINA DO TEMPO, PARA PODERMOS APROVEITARMOS MAIS AINDA NOSSA INFANCIA, TEMPOS EM QUE NOS TRANSFORMAVAMOS EM CRAQUES NA NOSSA IMAGINAÇÃO, AINDA MAIS EU QUE SOU UM TREMENDO PERNA DE PAU, HÁ QUE SAUDADE DOS TEMPOS QUE SAÍA CORRENDO FEITO LOUCO PELA CASA COMEMORANDO UM GOL QUE TINHA FEITO NO BOTÃO E MINHA MÃE TODA PREOCUPADA ACHANDO QUE HAVIA ME MACHUCADO,É UMA PENA QUE TUDO ISSO PASSOU MUITO RÁPIDO, É LOGO VEIO AS RESPONSABILIDADES, NÃO QUE EU NÃO TINHA, MAS AS DE HOJE SÃO BEM MAIS COBRADAS, ENTÃO O JEITO É PAPEAR DE VEZ EM QUANDO COM OS AMIGOS E TENTAR MATAR UM POUCO A SAUDADE DE MOLEQUE MARCANDO UNS RACHÕES POR AI, UM ABRAÇO A TODOS QUE COMO O MARCOS E EU AMAMOS ESSA TERAPIA QUE É O JOGO DE BOTÃO E O FUTEBOL, PENA QUE O NOSSO VASCÃO NÃO CHEGOU NA COPA DO BRASIL, MAS SAIMOS DE CABEÇA ERGUIDA SABENDO QUE NÃO SOMOS TÃO FRACOS ASSIM, UM ABRAÇO A TODOS.

zamorim disse...

Caros Valerio e Marcos, que história é essa de "bons tempos que não voltam mais"???

Aos 43 anos de idade, ainda narro as jogadas dos meus craques, grito gol e saio pulando ao redor da mesa para comemorar :-)

Caramba, Xará, produzindo tantos times bacanas, você não se anima a voltar a jogar? Basta uma mesa em casa e alguns malucos como adversários ;-)

zamorim disse...

Ah, regra interessante essa do lançamento na grande área!

Fico pulando entre as regras oficiais (no meu caso, o Dadinho) e as divertidas. No próximo torneio de farra lá em casa, vou experimentar essa.

MarcosVP disse...

Grande xará... esses malucos adversários é que tão em falta, hehe. Por isso eu estou aqui trabalhando pra, quando meus filhos crescerem mais um bocadinho, a gente voltar a jogar. Se bem que eu pressinto que as crianças é que vao querer me ensinar a jogar os Fifa Soccer da vida. Que seja.

Quanto à regra do lançamento na grande área, quero apenas apôr um fato: eu usava um Estrelão na época, ou seja: uma área pequena. De qualquer forma, é um jeito legal de simular jogadas em contra-ataque bacanas, driblar goleiros, pegar defesas desprevenidas. É divertido.

Abraços.

zamorim disse...

De repente nem seja tão difícil assim. Quando construí minha mesa, há alguns anos, imaginava que só eu e meu cunhado jogaríamos algumas partidas, mas em pouco tempo juntou um monte de marmanjo e hoje estamos com a Associação Bola Quadrada ;-)

Quanto às crianças, não se engane com as propagandas pró-tecnologia. Elas ADORAM futebol de mesa!

Jones disse...

Eu também já joguei com uma regra de 'congelamento' do goleiro, mas esta só acontecia quando havia o PASSE (lançar a bola para um botão no ataque e esta bater no jogador e ficar em condição de arremessar a gol no 1º toque. E também concordo com o "Mr. Zam": embora não tenha 'botoloucos' à minha volta, tenho jogado sozinho 3 partidas/dia pra manter o sonho vivo. E a vontade é tanta que ultimamente tenho passeado por Sampa jogado com Brianezzis em campeonatos ao invés de meus galalites.